Diversidade, em todos os sentidos

Arquivo para novembro, 2009

– Sem Título.

Estou me matando.
São decisões que nos matam.
Mas nada nunca morre.
Só muda.
Estou me mudando.
Pra outra coisa que eu não sei quem é.

Então, me deixa tentar.

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– Sem Título.

Estou me matando.
São decisões que nos matam.
Mas nada nunca morre.
Só muda.
Estou me mudando.
Pra outra coisa que eu não sei quem é.

Então, me deixa tentar.

– Fernando Pessoa.

Não tenho ninguém em quem confiar. A minha família não entende nada. Não posso incomodar os amigos com estas coisas. Não tenho realmente verdadeiros amigos íntimos, e mesmo aqueles a quem posso dar esse nome no sentido em que geralmente se emprega essa palavra, não são íntimos no sentido em que eu entendo a intimidade. Sou tímido, e tenho repugnância em dar a conhecer as minhas angústias. Um amigo íntimo é um dos meus ideais, um dos meus sonhos quotidianos, embora esteja certo de que nunca chegarei a ter um verdadeiro amigo íntimo. Nenhum temperamento se adapta ao meu. Não há um único carácter neste mundo que porventura dê mostras de se aproximar daquilo que eu suponho que deve ser um amigo íntimo. Acabemos com isto. Amantes ou namoradas é coisa que não tenho e é outro dos meus ideais, embora só encontre, por mais que procure, no íntimo desse ideal, vacuidade, e nada mais. Impossível, como eu o sonho! Ai de mim! Pobre Alastor! Oh Shelley, como eu te compreendo! Poderei eu confiar em minha mãe? Como eu desejaria tê-la junto de mim! Também não posso confiar nela. Mas a sua presença teria aliviado as minhas dores. Sinto-me abandonado como um náufrago no meio do mar. E que sou eu senão um náufrago, afinal? Por isso só em mim próprio posso confiar. Confiar em mim próprio? Que confiança poderei eu ter nestas linhas? Nenhuma. Quando volto a lê-las, o meu espírito sofre percebendo quão pretensiosas, quão a armar a um diário literário elas se apresentam! Nalgumas até mesmo cheguei a fazer estilo. A verdade, porém, é que sofro. Um homem tanto pode sofrer com um fato de seda como metido num saco ou dentro de uma manta de trapos. Nada mais.

– Fernando Pessoa.

Não tenho ninguém em quem confiar. A minha família não entende nada. Não posso incomodar os amigos com estas coisas. Não tenho realmente verdadeiros amigos íntimos, e mesmo aqueles a quem posso dar esse nome no sentido em que geralmente se emprega essa palavra, não são íntimos no sentido em que eu entendo a intimidade. Sou tímido, e tenho repugnância em dar a conhecer as minhas angústias. Um amigo íntimo é um dos meus ideais, um dos meus sonhos quotidianos, embora esteja certo de que nunca chegarei a ter um verdadeiro amigo íntimo. Nenhum temperamento se adapta ao meu. Não há um único carácter neste mundo que porventura dê mostras de se aproximar daquilo que eu suponho que deve ser um amigo íntimo. Acabemos com isto. Amantes ou namoradas é coisa que não tenho e é outro dos meus ideais, embora só encontre, por mais que procure, no íntimo desse ideal, vacuidade, e nada mais. Impossível, como eu o sonho! Ai de mim! Pobre Alastor! Oh Shelley, como eu te compreendo! Poderei eu confiar em minha mãe? Como eu desejaria tê-la junto de mim! Também não posso confiar nela. Mas a sua presença teria aliviado as minhas dores. Sinto-me abandonado como um náufrago no meio do mar. E que sou eu senão um náufrago, afinal? Por isso só em mim próprio posso confiar. Confiar em mim próprio? Que confiança poderei eu ter nestas linhas? Nenhuma. Quando volto a lê-las, o meu espírito sofre percebendo quão pretensiosas, quão a armar a um diário literário elas se apresentam! Nalgumas até mesmo cheguei a fazer estilo. A verdade, porém, é que sofro. Um homem tanto pode sofrer com um fato de seda como metido num saco ou dentro de uma manta de trapos. Nada mais.

Geração perdida.

Eu hoje, graças a um amigo que me passou o link,

vi um blog de uns moleques, que por coincidência moram na mesma cidade que eu.
Em alguns dos posts, eles falam sobre os candidatos a presidencia da república (só dois posts, um sobre Serra e outro sobre Dilma),
E o desconhecimento sobre política demonstrado é um reflexo do que esta juventude sabe sobre o assunto: nada. E é este panorama que me preocupa muito.

Saber que milhares de garotos de 16, 18 anos estarão votando nas próximas eleições sem saber quais são as diferenças óbvias entre o Democratas e o PT, me faz temer pelo rumo político do país.

Sexta-feira, 13.

Passei horas no banco de manhã.
Pra nada.

De tarde, quase desmaiei.

Minha pressão estava baixa, eu estava nervoso porque não havia recebido dos meus dois ultimos emprego, e não tinha como comprar um presente pra minha mãe, que faz aniversário no domingo.
Meu trabalho foi tranqüilo,
fiz o de sempre, acho que bem feito.
Agora de noite, o Everton me ligou.
Fui no cinema com ele e com a Lais.
Assisti 2012.
O filme é bom, algumas incongruencias, mas bom.
Depois, demos uma passada num barzinho.
Hetero.
Mas que tinha um monte de moleque viado.
Acho que eu tive o meu primeiro ataque de pânico.
O Everton queria sentar,
mas eu fiquei em ar, fiquei gelado, só pensava em sair dali.
Forcei minha saída, e o Everton não gostou muito.
Paciencia.
Ele procurou um outro amigo dele,
que mora na rua da minha casa.
Sempre vi ele, em um monte de lugares,
sempre achei lindo, mas nunca pensei que fosse gay.
Eles foram pra um bar.
E eu fiquei em casa.
As vezes, a melhor forma de evitar o sofrimento é evitar lugares onde você fatalmente vai sofrer.
Foi o que eu fiz.

Sexta-feira, 13.

Passei horas no banco de manhã.
Pra nada.

De tarde, quase desmaiei.

Minha pressão estava baixa, eu estava nervoso porque não havia recebido dos meus dois ultimos emprego, e não tinha como comprar um presente pra minha mãe, que faz aniversário no domingo.
Meu trabalho foi tranqüilo,
fiz o de sempre, acho que bem feito.
Agora de noite, o Everton me ligou.
Fui no cinema com ele e com a Lais.
Assisti 2012.
O filme é bom, algumas incongruencias, mas bom.
Depois, demos uma passada num barzinho.
Hetero.
Mas que tinha um monte de moleque viado.
Acho que eu tive o meu primeiro ataque de pânico.
O Everton queria sentar,
mas eu fiquei em ar, fiquei gelado, só pensava em sair dali.
Forcei minha saída, e o Everton não gostou muito.
Paciencia.
Ele procurou um outro amigo dele,
que mora na rua da minha casa.
Sempre vi ele, em um monte de lugares,
sempre achei lindo, mas nunca pensei que fosse gay.
Eles foram pra um bar.
E eu fiquei em casa.
As vezes, a melhor forma de evitar o sofrimento é evitar lugares onde você fatalmente vai sofrer.
Foi o que eu fiz.