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Possíveis substitutos de Marco Feliciano, deputados do PSC enfrentam processos judiciais

deputados PSC

 

[PorAlexandre Perger]

Após muitos protestos, deve ocorrer ainda esta semana a renúncia do pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados. A saída é uma estratégia do próprio Partido Social Cristão para evitar um desgaste ainda maior que a figura do parlamentar pode gerar. Com a possível queda do pastor, o PSC deve indicar outro deputado, entre os cinco da legenda que compõe a comissão, para a cadeira. As perguntas que ficam são: qual deles tem um passado ilibado e maior identificação com a defesa dos direitos humanos?

Antonia Lucia

Na prática, a mudança não será grande. A favorita para assumir a CDHM é a vice-presidente da comissão, deputada Antônia Lúcia (PSC-AC), que possui um currículo digno de seu antecessor. A parlamentar chegou a ter o mandato cassado no final de 2011, a pedido do Ministério Público Federal. Ela foi acusada ainda de compra de votos, falsidade ideológica com finalidade eleitoral, formação de quadrilha, peculato, falso testemunho e fraude processual. Na última segunda-feira, o Ministério Público entrou com mais uma ação contra Antônia Lúcia, desta vez por improbidade administrativa. Antes de ser eleita, ela teria recebido do marido, o também deputado Silas Câmara, uma linha telefônica pós-paga da Câmara dos Deputados.

cantora gospel lauriete

Os outros três parlamentares do PSC na comissão também enfrentam denúncias e processos judiciais, pelos mais diversos motivos. A cantora gospel e deputada Lauriete Rodrigues (PSC-ES) é acusada de nepotismo cruzado, já que seu irmão, Levi Rodrigues Pinto, trabalha no gabinete do marido, o senador Magno Malta (PR-ES). Levi foi admitido em junho de 2011, como assistente parlamentar, com um salário de R$ 5 mil, além de outros benefícios como auxílio alimentação, transporte, e diárias por jornada extra. Em sua defesa, Lauriete disse que seu irmão não é empregado da Câmara dos Deputados, e a sua contratação não pode ser considerada nepotismo.

zequinha

Contra o deputado Zequinha Marinho (PSC-PA), pesa a rejeição da prestação de contas de uma das campanhas. As contas foram rejeitadas porque o deputado teria usado recursos que não transitaram pela conta bancária aberta para o registro da movimentação financeira da campanha e arrecadação de recursos. Além disso, o candidato teria arrecadado recursos no dia 6 de julho de 2006, antes, portanto, da obtenção dos recibos eleitorais, que foram entregues em 20 de julho de 2006.

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Para fechar, o parlamentar Hidekazu Takayama (PSC-PR) responde ao Supremo Tribunal Federal processo por crime de peculato. Entre os anos de 1999 e 2003, ele teria nomeado 12 funcionários fantasmas para seu gabinete, quando ainda era deputado estadual. Na verdade, todos trabalhavam de forma particular para o deputado e nunca receberam os salários referentes aos “trabalhos no gabinete.” Com isso, Takayama teria se apropriado do montante.

E pra você, qual o ‘favorito’ para assumir a comissão?

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