Diversidade, em todos os sentidos

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

About 55,000 tourists visit Liechtenstein every year. This blog was viewed about 170.000 times in 2012. If it were Liechtenstein, it would take about 3 years for that many people to see it. Your blog had more visits than a small country in Europe!

Clique aqui para ver o relatório completo

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Desde que os movimentos LGBTs começaram a conquistar um tímido (mas importante) espaço de visibilidade nas ruas e na mídia mundial e brasileira, uma discussão que surge sempre entre ativistas, pró e contra os direitos dos homossexuais é se ser gay é uma escolha ou se é algo ‘natural’. No centro deste embate, uma discussão ideológica e filológica sobre o uso do termo ‘orientação sexual’, preferido pelos ativistas LGBT, em contraponto ao ‘opção sexual’, usado por fundamentalistas religiosos e reacionários de todas as linhas.

Este último tem um caráter obviamente pejorativo e é usado para tornar a sexualidade humana (no caso, a homossexualidade), em algo menor, uma besteira que a gente faz e que amanhã pode corrigir. Ao chamar de ‘opção’, diminui-se a complexidade da construção da sexualidade humana, inerente a todas as pessoas, cujas vivências, experiências, e influências ambientais e culturais alteram o resultado final. A ‘opção’ não é uma construção, mas uma escolha. É como abrir o freezer da padaria e escolher entre tablito e chicabon, sem muita reflexão sobre o que se está fazendo. A tal ‘opção sexual’ ignora a complexidade do processo de construção da sexualidade, que influencia quem somos hoje, e reduz ao simplismo da escolha nossos afetos, nossos amores.

Os adeptos da ‘opção sexual’ adoram sustentar seu frágil argumento com a seguinte lógica: “A ciência não provou que as pessoas nascem gays ou lésbicas. Então, ser gay e lésbica é uma escolha. Se não for assim, cadê o gene gay? Onde está o DNA do homossexual?”. Como já se percebe, os adeptos da ‘teoria da opção’, gostam de reduzir a questão a um simplismo infantil. Realmente, a ciência não tem um consenso sobre o que torna pessoas heterossexuais ou homossexuais, mas sabe-se que fatores genéticos (não ligados apenas a um único gene), ambientais, biológicos e culturais moldam a sexualidade humana ainda na primeira infância, e que este processo não pode ser alterado. Ou seja: se você tiver de ser heterossexual, nada mudará este processo. A recíproca é verdadeira para os homossexuais e bissexuais.

(E outra: a ciência não provou que existe ‘gene gay’, mas também não atestou que a sexualidade humana seja passível de escolha. Nestas horas, tem muito religioso que faz ‘uso’ da ciência, mas a ignora em questões como eutanásia e aborto. É a ‘confiança seletiva’, né?)

 

Então não existe ex-gay? Existe sim!

Ok, não existe processo que altere o produto final (e natural) da sexualidade humana. Mas e como existe gente por aí dizendo que é ‘ex-gay’ ou ‘ex-lésbica’, casando, tendo filhos e vivendo uma vida (pretensamente) feliz? Simples: você não molda seus desejos, mas molda sua expressão. Você não escolhe de quem gosta, mas pode emular um sentimento, ‘fingir que gosta’, por conveniência ou opressão. Se não acontecesse assim, milhões de casamentos arranjados pelo mundo a fora não teriam funcionado durante a história da humanidade. Funcionaram, geraram filhos e ‘famílias’, que por mais falta de interesse que houvesse entre o casal, cumpriram seu papel social.

Um ‘ex-homossexual’ é uma pessoa que sente atração sexual e afetiva por pessoas do mesmo sexo, mas que reprime estes sentimentos e busca relacionar-se com pessoas do sexo oposto. Esta escolha raramente acontece de forma espontânea, natural, sendo normalmente ocasionada por pressão da família, dos amigos, da igreja e dos demais grupos sociais que o sujeito está inserido. É o caso dos padres e outros religiosos celibatários, que optam por não fazer sexo (teoricamente), nem com homens nem com mulheres. Os desejos (ou tentações, como eles gostam de chamar) estão lá, mas não encontram vazão, por um motivo ou outro. Neste caso, cabe apenas um exercício de semântica. Se um homossexual deixa de fazer sexo com homens, ele vira um ex-gay. Se um heterossexual entra para uma seita que exige o celibato, ele vira ex-hetero. Certo? Se a gente colocar nestes termos, tudo certo.


O terrorismo psicológico

Em linhas gerais, eu não veria problema algum em um hetero ou gay buscar experiências com o sexo oposto ou com o mesmo sexo, desde que estas experiências façam parte de uma experimentação saudável da sexualidade humana, sem paranóias, cobranças ou obrigações.

Um heterossexual pode experimentar sexo com o mesmo sexo e curtir, passando a ser bissexual ou até mesmo gay/lésbica. O mesmo vale para homossexuais, que durante sua vida, podem descobrir novos desejos, se atrair por outras pessoas, tentar coisas novas. Mas o processo tem de ser natural e saudável, e não imposto por ninguém.

A afetividade das pessoas, em todos os tons que possam existir, não pode ser alvo de maledicências, de ataques morais e até mesmo de terrorismo psicológico/religioso, o que tem levado muitos homossexuais, com seus desejos completamente naturais, a mutilar seus afetos, sua consciência e sua identidade. Não há paraíso, céu ou qualquer outra promessa post mortem que compense negar quem você verdadeiramente é. Não há pressão psicológica em casa, na escola ou no trabalho que não encontre ombros amigos que aceitem você como você verdadeiramente é. Nenhuma pessoa verdadeiramente de bem pode compactuar com tamanha (e silenciosa) violência.

Em nova troca de e-mails, outro membro da ABGLT, o ativista Victor de Wolf, do Grupo Diversidade, de Niterói, critica o tema do Seminário LGBT do Congresso [sobre infância], e em seguida, parte para o ataque ao mandato do deputado Jean Wyllys.

A frente ficou louca??? O Jean ficou louco???

Estão propondo a nossa própria forca???

Acho bacanérrimo debater a infância, suas sexualidades, mas na academia, no CRP, não no Congresso Nacional. Isso é fatalmente pauta negativa contra nós.

Precisamos ser contra.

Victor De Wolf

Outro ativista, e membro da ABGLT, Vinícius Alves, propõe um boicote ao evento promovido pela Frente Parlamentar LGBT, presidida pelo deputado Jean Wyllys. Vinícius, à época, faz planos para que a ‘Marcha contra Homofobia’ seja um sucesso, mas pouco mais de 300 pessoas compareceram e apenas TRÊS parlamentares: os deputados Chico Alencar e Jean Wyllys (PSOL-RJ), além do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

A melhor forma de ser contra é orientar a nossa base a não aderir.

Temos foco. Audiência com a Presidência para termos um posicionamento oficial sobre nossas pautas e o debate da criminalização da homofobia, que será feito na audiência pública que a Marta Suplicy está puxando.

O Jean cria as pautas do mandato dele e acha que o movimento tem que engolir. Não acho que devemos ser publicamente contra, mas não devemos nos somar a algo que não fomos sequer consultados no processo.

Vamos que vamos, a III Marcha tem tudo para ser melhor que todas as outras. Pressionar, pressionar, pressionar, até a vitória!

Vinícius Alves

Wesley, do Fórum Baiano LGBT, preocupa-se com o tema do seminário, que foi um sucesso de público e teve debates de alto nível.

 Em reunião do Fórum Baiano LGBT realizada ontem, com a presença de 14 entidades, resolvemos, por unanimidade, fazer um ofício ao Gabinete do Deputado Jean Wyllys, alertando-o sobre o problema deste tema, nosso descontentamento e propondo uma mudança de tema.

Wesley Francisco, Fórum Baiano LGBT

Novamente, Victor critica o mandato do deputado Jean Wylls.

Wesley,

Muito bom! Parabéns pela ação.

O Jean não fez uma linha de emenda para políticas públicas LGBT no Rio de Janeiro, seu domicílio eleitoral. Uma pena, lamentável…

Victor De Wolf

E Wesley rejeita os ataques, enfatizando que defende apenas o tema do seminário.

Escureço que esse debate não tem a ver com as questões colocadas nesta lista. O que debatemos aqui na Bahia foi o tema do evento do Jean que, acreditávamos, poderia dar munição para nossos opositores.

Nada a ver com os desdobramentos que se seguiram sobre os eventos. Isso não era da nossa alçada.

Só para registro.

Wesley Francisco, Fórum Baiano LGBT

Para nossa alegria, novamente, Luiz Mott, co-fundador do Grupo Gay da Bahia, intervém, e restabelece a verdade, apontando as discrepâncias no discurso da ABGLT e suas afiliadas.

Militantes lgbt da bahia, abglt  e  listeiros

A explicação do Wesley, do fórum baiano lgbt, escureceu mesmo!

E confirma a falta de visão estratégica da abglt e fórum baiano e sua debilitada previsão política, já que o ato  do wylys conforme relato dos que estavam em Brasilia, BOMBOU, mais divulgado que o oficial da abglt com Martha. E não teve qualquer utilização homofóbica por parte dos nossos inimigos. Mostrem com reportagens e não com blábláblá.

Mais um erro do forum baiano, correia de transmissão acrítico e pelego do governo via abglt, que ERROU FEIO AO APOIOAR O SUBSTITUTIVO DO CRIVELA/MARTHA/ ABGLT, lembram da cartinha do forum que enviaram para a senadora Lidice e demais senadores pedindo apoio ao substitutivo, alias, nunca responderam como foi deliberado o envio desta carta, o Juvenal e demais membros do colegiado todos votaram? Ou mais uma canetada ditatorial dos atuais mandatários?

Só para registro do outro lado da historia.

Luiz Mott

 

***

ATUALIZAÇÃO (29/05/12 – 15h51)

Desmentindo Victor de Wolf, o deputado Jean Wyllys fez sim emendas para os LGBT do Rio de Janeiro, estado pelo qual foi eleito. Os dados podem ser vistos aqui.

Confiram a seguir uma troca de e-mails na comunidade de ABGLT.


Companheiras/os,

Entendo que não há contradição entre as diversas formas de luta do movimento LGBT. Fazer a Marcha em Brasilia foi um passo importante na consolidação da ABGLT e das táticas do nosso movimento. Demoramos quase uma década – das cogitações iniciais à I Marcha – para concretizar a proposta, com substância política. Será que não é melhor avaliar com muita calma a III Marcha para depois querer mudar tudo, de uma hora pra outra, sem reflexão mais fina? Será que não estamos sendo apressados, voluntaristas, pensando mais com o “fígado”, impressionados com um eventual resultado abaixo da expectativa?

Não vamos jogar a criança fora junto com a água suja da bacia!!! Melhorar, reavaliar, sim. Descartar uma grande conquista e ferramenta de luta, visibilidade e incidência política, assim, “a seco”, não parece algo inteligente, nem sensato. Temos Congresso Estatuinte, temos Congresso sucessório. Dá para debater o tema com calma. No mais, uma coisa não inviabiliza outra. Podemos fazer Marchas nos Estados no início de maio e fazer a Marcha para Brasilia na semana do dia 17 de maio. Seria mais um reforço. Ou podemos fazer a Marcha à Brasília bianualmente. E a intercalaríamos com Marcha simultâneas nos Estados.

Enfim, esse é um apelo para reflexão detida, principalmente para os que estão visivelmente chateados pelos episódios da III Marcha e podem não estar com o necessário distanciamento para julgar com isenção”.

(E-mail encaminhado por Julian Rodrigues, membro da diretoria da ABGLT e da setorial LGBT do PT)

Em seguida, a resposta do presidente da ABGLT, Toni Reis, referindo-se em tom jocoso sobre a manifestação contra a ‘gayfobia’, promovido pela ONG ArtGay, de Maceió (AL).

“Julian ótimas reflexões.

Vc está sabendo da marcha dos 24 contando com o motorista? “

Julian Rodrigues responde mais uma vez.

“Toni, não, não tou sabendo.
Agora, o que me deixa perplexo são os factóides.
O que é “gayfobia”? Que autor usa esse conceito? Que movimento social convencionou isso?
Se bem para quem cria uma associação só de HOMENS, quando cada vez mais, precisamos de uma pauta feminista, de protagonismo de mulheres e trans, nada é de se espantar.
Factóides, factóides, factóides
Julian”

Finalmente, Luiz Mott, co-fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB), resolve pronunciar-se sobre as barbaridades que estavam sendo ditas por dois dos maiores líderes da ABGLT.

Dr. Toni Reis, mestrando Julian e colegas

Esse vosso deboche em relação a marcha da ARTGAY em Maceió e ao conceito GAYFOBIA merece repúdio geral e vosso pedido de desculpas, pois reflete aí sim, futrica, tentativa de desmoralizar, sectarismo, desmsoralizacao de pessoas/grupos/associação que como a abglt, lutam contra a homofobia. Fogo amigo dentro de nossas ONGs?!

Lastimável. Recurso de quem está com os dias contados para perder o poder sem fazer sucessor e infelizmente, sobretudo o Toni está emporcalhando com comentários deste tipo teu antigo histórico fundamental na presidência da abglt. Não perca a compostura.

Você mesmo foi alvo de numero ínfimo de adesões por exemplo, na polemica com Malafaia, quantas das 237 ONGs da abglt te apoiaram? Nem 20.
E quantos votaram em Victor Wolf na ultima eleição on line? 14.

Quanto a acusação de julian que a ARTGAY, a marcha de Maceió e a denuncia de gayfobia são factóides, ótimo, são bons factóides sim como diz o Aurélio, ~” Fato, verdadeiro ou não, divulgado com sensacionalismo, no propósito deliberado de gerar impacto diante da opinião pública e influenciá-la:” e por acaso é mentira que nós gays somos vitiimas especificas de gayfobia? E tais factóides não ganharam mídia e fizeram certamente muitos homofobicos a reverem sua intolerância?

Julian, deixe de ser alienado e egodistonico, esssa estória de ficar defendendo mais aborto, nome social, marcha das vadias, oscambau deixando de defender nosso próprio grupo que atinge 12% de casos de HIV-aids contra 0,9% de heteros, tal omissão é o que? GAYFOBIA mesmo, como se so as pobrezinhas das outras minorias merecessem atenção. Isso é alienação, falta de autoestima, demagogia de pretensos salvadores da pátria., média com a mídia. Apoiamos sim a luta das demais minorias, intransigentemente, mas porque desprezar e menosprezar nossas próprias bandeiras enquanto gays?
Tem sentido sim nós gays nos reunirmos em associação especifica para lutar por nossas demandas especificas, como fazem os jovens, mulheres, trans, lesbicas, etc.
Quanto ao conceito de gayfobia, que elitismo academicista é esse de querer desqualifica-lo via necessidade de sua autorização e legitimação por algum “autor”. Que absurdo, desenterrar o “ex cathedra” como critério para legitimar a Vox populi gay!

Pois veja então abaixo que tanto em lingua inglesa quanto francesa GAYPHOBIA e GAYPHOBIE são correntemente utilizados. E se precisar de um autor para legitimar, o Prof.Dr.Luiz Roberto de Barros Mott, pesquisador do nível mais elevado do CNPq, Prof.Titular da UFBa, autor de verbete no Dicctionaire de l’Homophobie dirigido pelo G.L.Thin, o mesmo que instituiu o dia mundial contra a homofobia, pois é, eu LEGITIMO a correição epistemológica e justeza política ja que tenho méritos acadêmicos reconhecidos nacional e internacionalmente superiores aos curricula de vocês dois juntos e dos quantos se arvorarem em descredencia-lo. Já que apelam para a falta de um autor MAGISTER DIXIT, engulam então essa: Roma locutta, causa finita…
Tudo isso é besteira, toni e julian, é a práxis que legitima nossa luta e não conceitos teóricos, a teoria passa, caduca. Estaremos vivos pra ver as ridicularias da teoria queer caducarem de podre. Pode escrever e me cobrar!

E a atitude de vocês e dos que se opõem a ARTGAY reflete intolerância, mandonismo, resistência a dialogar com a diferença, com a oposição. Tem homofobia/gayfobia para todo mundo lutar contra. Não queiram continuar sendo donos da verdade nem se manter na hegemonia exclusiva. Tudo acaba, tudo passa, e vosso controle da abglt está com os dias contados. Profecia de Nostradamus e dos maias…
Aguardem a divulgação breve dos 10 EQUIVOCOS GRAVES DA ATUAL DIRETORIA DA ABGLT QUE JUSTIFICAM RENOVAÇAO TOTAL DE SEUS QUADROS.

Cordialmente,
Luiz Mott, co-fundador da ABGLT e Decano do MHB

O político britânico Crispin Blunt, deputado e Secretário de Estado para as Prisões e Justiça Juvenil, anunciou nesta semana seu apoio a campanha em favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. O político se divorciou de sua esposa em 2010, com quem viveu por 20 anos, e tornou pública sua homossexualidade.

O deputado, abertamente gay, gravou um vídeo para a campanha, dizendo que “devem aprovar a união entre pessoas do mesmo sexo, por isso estou Out 4 Marriage (nome da campanha inglesa)”.

“Desde que eu nasci, em 1960, o ritmo das mudanças em torno de questões de igualdade tem aumentado e tem sido impressionante. Ainda assim, questões como casamento gay e da falta de acesso ao mesmo, são vistas como anomalias, e são exemplos de que a desigualdade ainda existe, mas todos concordam que é inaceitável”, disse o político, argumentando que a sociedade britânica reconhece a violação dos direitos da comunidade LGBT, que está impedindo o acesso a casais gays casamento.

(via Universo Gay)

O advogado e blogueiro Kleber Mendes, de 45 anos, foi acusado de homofobia pelo colunista social Andrei Lara, ambos da cidade carioca de Angra dos Reis. Segundo informações, Andrei fez postagens em sua página do Facebook sobre a fala do prefeito Tuca Jordão em relação ao Festival da Música da Ilha Grande. Kleber, também pela rede social, teria retrucado as opiniões de Andrei, com ofensas e de maneira grosseira, ofendendo sua honra e desrespeitando sua orientação sexual.

Andrei copiou as postagens do blog Angrapol, feitas pelo advogado na noite de sexta-feira, e as apresentou na delegacia, onde abriu boletim de ocorrência. Em seu blog, Kleber Mendes retrucou: “Sempre respeitei homossexuais, porém, gays que são desrespeitadores e caluniadores não merecem o meu respeito. Estou muito em paz e no aguardo do processo. Vamos discutir agora na Justiça! Vamos intimar todos que curtiram e debocharam quando ele fez insinuações sobre minha pessoa. Sou casado e pai de seis filhos. Estamos na espera BIBA.”

(Com informações do Diário do Vale)

ATUALIZAÇÃO (29/05/12 – 22h24):

 

Segundo diversos sites de notícias, os próprios ‘agredidos’ confessaram que começaram a briga, que não teve motivação homofóbica.

 

Segue o relato de Kika Naelle, que também compartilhou as fotos do menor agredido no Facebook.

“Não passou de uma grande mentira o caso de agressão a um menor por caso de homofobia, no evento Micaranhas, na cidade de São José de Piranhas na Paraíba.

O menor usou de má fé para comigo e mais dois amigos e isso me incentivou a iniciar o movimento expondo a minha indignação sobre o caso. Não só eu como também outros dois amigos acreditamos na versão relatada pelo menor, que disse ter sido agredido, vítima de agressão física e moral pelo fato de ser homossexual.

Como é sabido, o menor estava com um grupo de amigos no evento e foram agredidos, porém, os próprios confessaram após a repercursão em grande massa nas redes sociais, rádios e afins que estavam realmente cometendo atos de vandalismo no camarote do evento, e sendo assim o suposto agressor os alertou de uma provável expulsão do local caso não cessassem a baderna. O que poucos sabem é que não existiu nenhum ato de homofobia contra o grupo e que o suposto agressor na verdade foi o agredido . O grupo insatisfeito com o alerta proferiu atos obscenos para o suposto agressor, causando a indignação do mesmo.

O menor inventou isso para que assim fosse feita justiça, nas palavras do próprio “só assim ele pagaria pelo o que ele fizeram com a sua cara”. O grupo compactuou com versão de homofobia, dizendo manter essa alegação na delegacia e onde fosse necessário, justificando esse ato de inconsequência, ou seja, essa mentira com a indignação que sentiram ao ver o amigo menor naquele estado.

Venho por meio das redes sociais (como tudo começou) tentar me redimir quanto ao ato precipitado. Quis ajudar uma pessoa que pensei ser meu amigo e acabei prejudicando uma pessoa inocente. Isso me serviu como aprendizado e espero encarecidamente que a mesma repercussão da justiça em prol de uma mentira seja feita, agora, em prol de uma verdade e que sirva de exemplo: Antes de se tomar uma atitude num caso como esse, investigar as duas versões da história”.

Procurei entrar em contato com o menor, que me cedeu entrevista por telefone na tarde de ontem, mas ele não atende os telefones e excluiu seu perfil no Facebook.

Aos leitores do Blog, peço a compreensão. As vezes, nossas fontes mentem, e só nos resta a retratação ante ao acontecido.

 

***

 

Quatro jovens, entre eles um menor de idade, foram espancados por três homens em uma festa no interior da Paraíba, no noite deste domingo (27). O evento, um carnaval fora de época chamado Micaranha, acontece anualmente em São José de Piranhas, no Sertão Paraibano, foi o pano de fundo para mais uma agressão violenta a homossexuais.

De acordo com o menor agredido, Pedro* , de 16 anos, ele e mais quatro amigos, dois rapazes (de 19 e 20 anos) e duas garotas (18 e 22 anos), todos homossexuais, estavam em um dos camarotes da festa, quando um grupo de três homens passou e começou a proferir ofensas homofóbicas. “Estávamos apenas bebendo e nos divertindo quando as ofensas começaram, nem abraçados estávamos”, diz o jovem.

Como defesa, eles começaram a vaiar os agressores. Um dos homens, de 30 anos, voltou para o camarote e começou a agredir o jovem de 19 anos. Pedro* partiu em defesa do amigo e também acabou agredido. “Nem as meninas escaparam e também foram agredidas”, conta.

Além do homem, outros dois também participaram das agressões, e fugiram logo em seguida. Segundo o menor, a polícia estava no local e nada fez para interromper as agressões. “Nem levar a gente na delegacia eles quiseram, tivemos que ir sozinhos”, relembra. Ele diz ainda que tiveram de enfrentar o descaso das autoridades diante do fato, já que, na delegacia, um policial teria dito a eles que ‘o caso não iria dar em nada’.

Segundo Pedro* , seus pais sabem de sua orientação sexual e lidam bem com a situação. Na escola e entre seus amigos, ele diz que nunca sofreu nenhuma discriminação, mesmo morando em uma cidade do interior da Paraíba. “Nunca tinha sido xingado, nem agredido. Mas não estou com medo, não acredito que isso vá acontecer novamente”. Ele e os amigos devem procurar a delegacia nesta segunda-feira (28) para prestar queixa contra os agressores.

*Nome fictício