Diversidade, em todos os sentidos

Em nova troca de e-mails, outro membro da ABGLT, o ativista Victor de Wolf, do Grupo Diversidade, de Niterói, critica o tema do Seminário LGBT do Congresso [sobre infância], e em seguida, parte para o ataque ao mandato do deputado Jean Wyllys.

A frente ficou louca??? O Jean ficou louco???

Estão propondo a nossa própria forca???

Acho bacanérrimo debater a infância, suas sexualidades, mas na academia, no CRP, não no Congresso Nacional. Isso é fatalmente pauta negativa contra nós.

Precisamos ser contra.

Victor De Wolf

Outro ativista, e membro da ABGLT, Vinícius Alves, propõe um boicote ao evento promovido pela Frente Parlamentar LGBT, presidida pelo deputado Jean Wyllys. Vinícius, à época, faz planos para que a ‘Marcha contra Homofobia’ seja um sucesso, mas pouco mais de 300 pessoas compareceram e apenas TRÊS parlamentares: os deputados Chico Alencar e Jean Wyllys (PSOL-RJ), além do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

A melhor forma de ser contra é orientar a nossa base a não aderir.

Temos foco. Audiência com a Presidência para termos um posicionamento oficial sobre nossas pautas e o debate da criminalização da homofobia, que será feito na audiência pública que a Marta Suplicy está puxando.

O Jean cria as pautas do mandato dele e acha que o movimento tem que engolir. Não acho que devemos ser publicamente contra, mas não devemos nos somar a algo que não fomos sequer consultados no processo.

Vamos que vamos, a III Marcha tem tudo para ser melhor que todas as outras. Pressionar, pressionar, pressionar, até a vitória!

Vinícius Alves

Wesley, do Fórum Baiano LGBT, preocupa-se com o tema do seminário, que foi um sucesso de público e teve debates de alto nível.

 Em reunião do Fórum Baiano LGBT realizada ontem, com a presença de 14 entidades, resolvemos, por unanimidade, fazer um ofício ao Gabinete do Deputado Jean Wyllys, alertando-o sobre o problema deste tema, nosso descontentamento e propondo uma mudança de tema.

Wesley Francisco, Fórum Baiano LGBT

Novamente, Victor critica o mandato do deputado Jean Wylls.

Wesley,

Muito bom! Parabéns pela ação.

O Jean não fez uma linha de emenda para políticas públicas LGBT no Rio de Janeiro, seu domicílio eleitoral. Uma pena, lamentável…

Victor De Wolf

E Wesley rejeita os ataques, enfatizando que defende apenas o tema do seminário.

Escureço que esse debate não tem a ver com as questões colocadas nesta lista. O que debatemos aqui na Bahia foi o tema do evento do Jean que, acreditávamos, poderia dar munição para nossos opositores.

Nada a ver com os desdobramentos que se seguiram sobre os eventos. Isso não era da nossa alçada.

Só para registro.

Wesley Francisco, Fórum Baiano LGBT

Para nossa alegria, novamente, Luiz Mott, co-fundador do Grupo Gay da Bahia, intervém, e restabelece a verdade, apontando as discrepâncias no discurso da ABGLT e suas afiliadas.

Militantes lgbt da bahia, abglt  e  listeiros

A explicação do Wesley, do fórum baiano lgbt, escureceu mesmo!

E confirma a falta de visão estratégica da abglt e fórum baiano e sua debilitada previsão política, já que o ato  do wylys conforme relato dos que estavam em Brasilia, BOMBOU, mais divulgado que o oficial da abglt com Martha. E não teve qualquer utilização homofóbica por parte dos nossos inimigos. Mostrem com reportagens e não com blábláblá.

Mais um erro do forum baiano, correia de transmissão acrítico e pelego do governo via abglt, que ERROU FEIO AO APOIOAR O SUBSTITUTIVO DO CRIVELA/MARTHA/ ABGLT, lembram da cartinha do forum que enviaram para a senadora Lidice e demais senadores pedindo apoio ao substitutivo, alias, nunca responderam como foi deliberado o envio desta carta, o Juvenal e demais membros do colegiado todos votaram? Ou mais uma canetada ditatorial dos atuais mandatários?

Só para registro do outro lado da historia.

Luiz Mott

 

***

ATUALIZAÇÃO (29/05/12 – 15h51)

Desmentindo Victor de Wolf, o deputado Jean Wyllys fez sim emendas para os LGBT do Rio de Janeiro, estado pelo qual foi eleito. Os dados podem ser vistos aqui.

Comentários em: "Luiz Mott volta a detonar defensores da ABGLT em troca de e-mails" (2)

  1. Não entendi o problema. Há ali uma disputa conceitual e de adesão a uma pauta. A engrenagem tem rodado assim desde sempre no movimento. É uma guerra linguística e não aceitar este fato é ficar de fora da dimensão conflituosa do debate. Não defendo a posição A ou B, mas achei a “denúncia” do post acima divulgado e o argumento que a sustenta falhos. Eu assisti à reunião no gabinete de Jean pela twitcam e vi como foi construído o processo. Minha crítica talvez seja que a categoria “infância” foi mal utilizada (os deputados operam categorias do senso comum e parecem dialogar minimamente tanto com a história como com o saber sobre as homossexualidades no Brasil) uma vez que a problemática que os deputados ali presentes buscaram adressar foi a da escola e da juventude. Mas com certeza há tambem razão naqueles que dizem que Jean dialoga pouco. Não é apenas a abertura de canais de comunicação, como a twitcam, que garante o amplo debate. Falta em Jean escuta e nisso concordo com os críticos a ele.

  2. Felipe R disse:

    Olá,

    Tudo bem? Espero que sim.

    Queria a sua ajuda com o seguinte: estou fazendo um trabalho sobre um contexto geral da vida de homossexuais e a comunidade como um todo (tratamento da mídia, se havia pessoas famosas que se declaravam gays, casos curiosos, etc) da década de 50 até meados dos anos 90, por aí.

    Consegui algumas fontes mas nada muito interessante até agora. Você pode me indicar algum material relevante?

    Abração,

    Felipe

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