Diversidade, em todos os sentidos

ATUALIZAÇÃO (29/05/12 – 22h24):

 

Segundo diversos sites de notícias, os próprios ‘agredidos’ confessaram que começaram a briga, que não teve motivação homofóbica.

 

Segue o relato de Kika Naelle, que também compartilhou as fotos do menor agredido no Facebook.

“Não passou de uma grande mentira o caso de agressão a um menor por caso de homofobia, no evento Micaranhas, na cidade de São José de Piranhas na Paraíba.

O menor usou de má fé para comigo e mais dois amigos e isso me incentivou a iniciar o movimento expondo a minha indignação sobre o caso. Não só eu como também outros dois amigos acreditamos na versão relatada pelo menor, que disse ter sido agredido, vítima de agressão física e moral pelo fato de ser homossexual.

Como é sabido, o menor estava com um grupo de amigos no evento e foram agredidos, porém, os próprios confessaram após a repercursão em grande massa nas redes sociais, rádios e afins que estavam realmente cometendo atos de vandalismo no camarote do evento, e sendo assim o suposto agressor os alertou de uma provável expulsão do local caso não cessassem a baderna. O que poucos sabem é que não existiu nenhum ato de homofobia contra o grupo e que o suposto agressor na verdade foi o agredido . O grupo insatisfeito com o alerta proferiu atos obscenos para o suposto agressor, causando a indignação do mesmo.

O menor inventou isso para que assim fosse feita justiça, nas palavras do próprio “só assim ele pagaria pelo o que ele fizeram com a sua cara”. O grupo compactuou com versão de homofobia, dizendo manter essa alegação na delegacia e onde fosse necessário, justificando esse ato de inconsequência, ou seja, essa mentira com a indignação que sentiram ao ver o amigo menor naquele estado.

Venho por meio das redes sociais (como tudo começou) tentar me redimir quanto ao ato precipitado. Quis ajudar uma pessoa que pensei ser meu amigo e acabei prejudicando uma pessoa inocente. Isso me serviu como aprendizado e espero encarecidamente que a mesma repercussão da justiça em prol de uma mentira seja feita, agora, em prol de uma verdade e que sirva de exemplo: Antes de se tomar uma atitude num caso como esse, investigar as duas versões da história”.

Procurei entrar em contato com o menor, que me cedeu entrevista por telefone na tarde de ontem, mas ele não atende os telefones e excluiu seu perfil no Facebook.

Aos leitores do Blog, peço a compreensão. As vezes, nossas fontes mentem, e só nos resta a retratação ante ao acontecido.

 

***

 

Quatro jovens, entre eles um menor de idade, foram espancados por três homens em uma festa no interior da Paraíba, no noite deste domingo (27). O evento, um carnaval fora de época chamado Micaranha, acontece anualmente em São José de Piranhas, no Sertão Paraibano, foi o pano de fundo para mais uma agressão violenta a homossexuais.

De acordo com o menor agredido, Pedro* , de 16 anos, ele e mais quatro amigos, dois rapazes (de 19 e 20 anos) e duas garotas (18 e 22 anos), todos homossexuais, estavam em um dos camarotes da festa, quando um grupo de três homens passou e começou a proferir ofensas homofóbicas. “Estávamos apenas bebendo e nos divertindo quando as ofensas começaram, nem abraçados estávamos”, diz o jovem.

Como defesa, eles começaram a vaiar os agressores. Um dos homens, de 30 anos, voltou para o camarote e começou a agredir o jovem de 19 anos. Pedro* partiu em defesa do amigo e também acabou agredido. “Nem as meninas escaparam e também foram agredidas”, conta.

Além do homem, outros dois também participaram das agressões, e fugiram logo em seguida. Segundo o menor, a polícia estava no local e nada fez para interromper as agressões. “Nem levar a gente na delegacia eles quiseram, tivemos que ir sozinhos”, relembra. Ele diz ainda que tiveram de enfrentar o descaso das autoridades diante do fato, já que, na delegacia, um policial teria dito a eles que ‘o caso não iria dar em nada’.

Segundo Pedro* , seus pais sabem de sua orientação sexual e lidam bem com a situação. Na escola e entre seus amigos, ele diz que nunca sofreu nenhuma discriminação, mesmo morando em uma cidade do interior da Paraíba. “Nunca tinha sido xingado, nem agredido. Mas não estou com medo, não acredito que isso vá acontecer novamente”. Ele e os amigos devem procurar a delegacia nesta segunda-feira (28) para prestar queixa contra os agressores.

*Nome fictício

Comentários em: "Adolescentes sofrem agressões homofóbicas durante festa no interior da Paraíba" (3)

  1. Luth disse:

    E neste país ainda somos obrigados a escutar no Senado Federal, da boca de um senador (Magno Malta – PR), que homofobia não existe!

  2. é incrivel que em pleno o seculo xxI ainda ocorra esse tipo de discriminação
    kd as altoridades da PB que comprir a lei,um caso desse tem que ter ponição pra servir de exemplo…

  3. Homofobia é CRIME, quem espancou o rapaz deveria pensar nas CONSQUÊNCIAS
    Deixa ele ser feliz do jeito que ele acha melhor, preconceito é a pior coisa que existe!

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