Diversidade, em todos os sentidos













Neste meu pouco tempo de ativismo LGBT (cerca de um ano pela internet), e devido principalmente ao meu quase tão recente outing (cerca de cinco anos), não esmoreci. Com 25 anos, ainda acredito na força da mudança advinda da manifestação popular, desde que justa de propósitos, como a luta pelos direito da comunidade gay. União civil entre pessoas do mesmo sexo, adoção homoparental, criminalização da homofobia: todas as demandas válidas, pois defendem os direitos e a dignidade de uma parcela de brasileiros que vivem a margem da lei, em uma twilight zone da cidadania.

O problema é que muita gente pensa o contrário. Os argumentos usados são diversos e passam desde que as novas legislações estariam criando aberrações jurídicas, dando benefícios que o resto da sociedade não tem, ao mais comum, que diz que as leis criariam uma ‘mordaça gay’, onde religiosos não poderiam mais criticar abertamente a ‘prática do homossexualismo’ impunemente. Ambos os argumentos tangem em um mesmo ponto: gays não precisam de legislações que defendam seus interesses pois já são protegidos pela legislação que protege o resto das pessoas ‘comuns’. Ou seja, devemos confiar no bom senso das pessoas, e tratar crimes motivados por preconceito de orientação/identidade sexual como crimes ‘comuns’.

No fundo, acho que concordo com estas pessoas. Gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e transgeneros não precisam de uma legislação específica que defenda seus interesses. A partir de agora, deixarei de lado esta campanha besta para a aprovação da PL 122, que criminaliza a homofobia. Devemos seguir o conselho dos reacionários e religiosos radicais e parar de lutar por este direito que não nos pertence. Devemos confiar no bom senso das outras pessoas quanto ao preconceito.

A partir de agora também, lanço outro desafio. Vamos lutar para que o congresso retire todos os direitos constitucionais individuais de todos os cidadãos. Vamos confiar no bom senso dos brasileiros. Que os religiosos, os mais fervorosos nas críticas aos projetos de lei que defendem os interesses dos LGBTs, abram mão dos artigos da constituição que defendam a liberdade de crença, o livre culto. Neste país, as liberdades religiosas sempre foram respeitadas, especialmente a dos cristãos protestantes e das religiões afro-descendentes. Ninguém nunca foi morto, preso, humilhado e proibido de praticar seu culto no Brasil. Vamos confiar a vida e a dignidade dessas pessoas nas mãos de pessoas que sempre respeitaram o direito de crer das outras pessoas e nunca censuraram nenhuma demonstração de fé diferente da sua.

Também acho que os negros não precisam de leis, de verdade. Apaguemos a palavra racismo e qualquer outra coisa que faça referência a discriminação étnica e racial. No Brasil, raramente um crime é motivado por preconceito relacionado ao tom da pele da vítima. Um homicídio é um homicídio. Uma agressão é uma agressão. A violência contra negros é predominante, mas isso não tem nada a ver com o fato deles serem negros, não é? Ninguém nunca foi morto, preso, humilhado, torturado, apenas por ser negro. Vamos confiar a vida e a dignidade dessas pessoas nas mãos de pessoas que nunca escravizaram e subjugaram baseados apenas na cor de pele de um ser humano.

Para as mulheres, que se apliquem as mesmas regras que para os homens. Nossa sociedade sempre foi justa, independente do gênero. Mulheres sempre puderam trabalhar, estudar, e até votar e serem votadas em nossa história. Sempre receberam os mesmos salários de homens em cargos semelhantes, sempre tiveram suas integridades físicas e psicológicas intactas dentro de casa e nunca sofreram com o machismo e a misoginia. Que haja uma lei para ambos os sexos. Vamos confiar a vida e a dignidade de nossas mulheres pessoas nas mãos de pessoas que nunca as trataram como sexo frágil, como seres humanos menos inteligentes, menos capazes e menos competentes.

A argumentação poderia se estender por milhares de caracteres, onde cairiam por terra séculos de conquistas civis de deficientes físicos, idosos, nordestinos, crianças, categorias profissionais discriminadas, e outras dezenas de minorias, que somadas, tornam-se maioria. Em um universo ideal, nenhuma minoria precisaria de leis que defendessem seus direitos básicos. Todos se respeitariam.

Mas nosso mundo cheio de falhas de caráter, falta de educação formal e formação moral, nós, gays, precisamos sim de leis que nos protejam de ações de grupos extremistas, de pessoas intolerantes e de ideologias discriminatórias, enquanto ações positivistas e educacionais não tem efeitos práticos. Precisamos de punições exemplares pra quem agride um homossexual apenas por ser homossexual, para quem demite um empregado após descobrir que ele não é heterossexual, ou para quem humilha um jovem na escola por conta de sua sexualidade. Para o bem da comunidade LGBT. Para o bem de toda a sociedade.

Comentários em: "Um manifesto contra a lei da homofobia (e todas as outras leis)" (11)

  1. homossexualidade é mais uma manifestação da diversidade humana. a aprovação da lei encaixa esta comunidade dentro do significado de igualdade/equidade/democracia. eu tenho muita fé.

  2. Está totalmente apoiado, e adorei o texto! Precisamos dar cara a tapa.

  3. Pensei em ser breve, mas melhor não. Li seu perfil ao lado e, antes de comentar, irei também me apresentar. Nada mais justo.Sou Cristina Dracco. Psicóloga e psicanalista (por formação), música e escritora (por persistência) e Desenhista e ilustradora (por profissão).Tenho 31 anos, paulistana. São Paulina fanática. Homossexual e “tuiteira”. Quase fui entomologista. Amo insetos. Por não acreditar em deus, acho que eles fazem parte da natureza, e são belos e úteis. E quanto aos aracnídeos… bem… eu sou suspeita… adoro aranha… rsrsAgora que estamos quites, comentarei seu maravilhoso texto-protesto.Sou branca. Neta de Alemães. Olhos azuis. Mas sou mulher, homossexual e atéia.Minha ex-namorada, coitada… é mulher, atéia, homossexual negra, gorda e nordestina! Pelas estatísticas ela já superou a expectativa de vida (32 anos) e vivendo no Brasil!Você já leu Silvio Romero? Para quem não conhece, irei “passar por cima”. Segundo esse pseudo-intelectual, os negros não eram humanos. Eram uma “Sub-espécie” e nunca seriam tão inteligentes quanto os brancos. Na época as pessoas acreditavam nisso. Negros não podiam entrar na missa. Não eram suficientemente humanos para isso. Quando um branco tinha um filho com uma negra, Sílvio Romero descrevia que, pior que ser negro era ser mestiço, pois era a “degeneração da espécie”. Pardos. A palavra “pardo” significa “sujo”. Assim os filhos de brancos com negras eram chamados.E escravizados.Provava-se “cientificamente” que o negro não era tão capaz quanto um branco, e caso um negro achasse que tinha algum direito, alguém logo dizia: Andar com negros te torna tão sujos e indignos quanto eles.O tempo passou.Muita gente foi contra os Abolicionistas. Usaram até a bíblia para defender a escravidão nesse país.Demorou, mas a lógica gritou mais forte! E os negros foram libertados. Sem emprego. Na miséria. Viveram como puderam. Sobreviveram. E até hoje, mais de cem anos depois, ainda sofrem o preconceito e são tratados como no tempo de Silvio Romero. Qual a lógica de alguém se achar melhor que outro alguém somente baseado na cor da pele?Hoje em dia defender o direito dos negros não é tão absurdo quanto era há 50 anos atrás. Negro é lindo! Que bom que perceberam, não é?Hoje em dia, somos nós, homossexuais. A “degeneração da espécie”. Ouvimos tudo o que os negros já ouviram. Estamos passando hoje pelo que muitos negros passaram. E temos muito protesto pra fazer para conseguirmos ser tratados como cidadãos comuns, e não sub-espécie, sub-humano com sub-direitos (quero pagar metade dos impostos, posso?).Um dia, as pessoas olharão para esse século e se perguntarão: Como puderam ser tão cruéis com seres humanos somente pela orientação sexual deles?Espero que esses dias sanguentos esteja perto de acabar.O ódio nunca venceu o amor no final. Adoro cinema, e sei disso… Infelizmente, enquanto essa “tolerância” com os diferentes não ocorre, pessoas estão morrendo… Queria não ter essa pressa toda. Queria que ninguém mais tivesse que morrer por ser quem é…. mas é só um sonho…Enquanto isso, não vou me esconder. Não vou me calar. E se a morte tiver que vir, estarei aqui de peito aberto, pois sei que toda guerra tem baixas. Mas sei que no final valerá a pena! Desistir nunca, me esconder jamais. Antes de eu ser homossexual, antes de eu ser mulher, antes de eu ser atéia eu sou um ser humano e mereço ser respeitada!

  4. Meu comentário ficou grande demais. Bom… se quiser ler, eis o link:http://keroserjacksparrow.blogspot.com/2010/11/para-william-delucca.htmlTentei ser breve, mas não consegui.Abraços!

  5. Muito coerente seu texto.Ainda acho que os segmentos religiosos têm o direito de não nos gostar, mas como bom senso não é o forte deles, são mais adeptos ao fanatismo, e esquecem de nos respeitar, superapoio a causa.Beijo, belo.

  6. Delucca, gostei deveras de mais esse texto. Eu realmente acho um absurdo que seja necessário a aprovação de leis específicas para garantir a determinados grupos sociais o exercício dos seus direitos, afinal, a Constituição desse país já nos concede os mesmo direitos que tem os demais brasileiros que insistem em nos cercear. Um grande absurdo.Não posso deixar de comentar o comentário da Cristina Dracco.rsEu li Silvio Romero na Universidade e foi um dos piores horrores que já li na vida. Espero mesmo que um dia possamos olhar para trás e respirar ofegantes, mas com a sensação de vitória. Virei seu fã. Abraços.

  7. Amado!! Muito coerente o seu post. Ah!, deixa eu tb me apresentar: Sou hetero, mulher, mãe, graduada em Administração e Direito, vinda da favela (quer dizer, comunidade), Cristã/Católica praticante (voluntária na Pastoral da Criança. Aprendi na minha caminhada cristã que o 1º Mandamento da lei de Deus é Amar a Deus sobre todas as coisas e 2º, um desdobramento do 1º: ao próximo como a ti mesmo. Tenho feito este exercício de amar os meus irmãos, idependentemente da Fé que professam (ou a falta dela), etnia, filosofia de vida e da sua “orientação sexual”, ou seja, a sua forma de amar. Bjo grande e não esmoreça nunca em defender aquilo q vc acredita. “Quem não defende os seus direitos não é dgno dele”.

  8. Anonymous disse:

    amigo, seu discurso é falho. ha leis para proteção das mulheres e nem assim acabou a violencia contra mulheres. ha leispara proteger os negros do racismo e nem por isso acabou a violencia contra negros. haverá então leis para LGBTs e com isso a sociedade terá o fim da violencia contra LGBTS? claro que nao. O que é preciso defender-se é a eficacia das leis, e nao criar mais do mesmo. O problema no mundo é sociológico, não de falta de leis. É minha opiniao. (@lizaar)

  9. Anonymous disse:

    Bom o texto. Só discordo quando diz que no Brasil sempre houve tolerância religiosa.No tempo do Império, somente católicos podiam ter liberdade de culto. Protestantes (como eu) eram considerados hereges e não podiam ter sequer um templo.Já no nordeste do país, houve não pouco apedrejamento de “crente” por não adora à Maria.Acredito que ninguém tem o direito de destratar um homossexual. Somos todos amados por Deus. Mas é preciso ter liberdade para não aprovar o homossexualismo, como muitos não aprovam a fé.No fim, é uma questão de liberdade. Mas essa liberdade não inclui o ódio.Abraço !

  10. O primeiro anônimo aí em baixo disse: “haverá então leis para LGBTs e com isso a sociedade terá o fim da violencia contra LGBTS? claro que nao (…) O problema no mundo é sociológico, não de falta de leis. É minha opiniao”.Bom, é pertinente, sr. lizaar.Mas vamos por partes. De fato, se eu for adotar seu argumento, terei que adotá-lo de maneira mais imparcial. Sou homossexual assumido, bem resolvido, jovem, branco, classe média alta e fui bem servido durante toda minha vida – e posso dizer, sem dificuldade, que os preconceitos que sofri até hoje de nada se comparam à violência que alguns gays (pobres) sofrem por aí, dia após dia (nem preciso citar os noticiários da semana, certo?). Não estou diminuindo o sofrimento que eu e outros jovens como eu, que sempre tiveram muita “sorte” na vida, passaram. Longe disso. Pra mim foi muito difícil e custoso. Foi uma grande crise depressiva na minha vida. Mas tenho auto-crítica o suficiente pra me olhar no espelho e agradecer tudo o que eu tenho. Comida, casa, roupa lavada, família que me ama e me aceita (sempre amou e aceitou), amigos que me amam e me aceitam, felicidade, paz. Sorte. Quantas pessoas não a tem. Quantas pessoas não possuem o que eu possuo. Então eu penso: “sofri? sim. Mas poderia ter sofrido mais.”. Poderia ter sofrido como aquele linguista que foi estuprado enquanto estava na juventude e fez aquele depoimento lindo, que está no facebook (imagino que muitos ja o leram). Poderia ter sofrido como vários jovens sofrem, tentado me matar, me ferido, ser abusado, ser espancado, contraído alguma doença por falta de esclarecimento ou seja lá por que. Poderia ter sofrido muito mais, fato.Eu digo isso, para poder atar um gancho na minha frase inicial, quando eu digo que o argumento de que “Necessitamos de leis eficazes, e não de novas leis” é pertinente SIM, dependendo do meu posicionamento. E aqui esclareco meu posicionamento: já existe leis para crimes de ódio e de preconceito no Brasil. Minha mãe é advogada, e eu sinto hoje que eu tenho SIM leis que DEVERIAM (veja bem, deveriam) me proteger. Sim, eu tenho! Nós gays temos. Elas existem. Elas estão ali na constituição e no CP. Temos essas leis como os héteros, como qualquer cidadão brasileiro as tem também. Essas leis existem, não se pode negar. Elas estão escritas. Você pode apelar a elas. Agora, se elas funcionam EFETIVAMENTE com os gays, aí é outra história. Entendem o que quero dizer? É diferente. Elas não funcionam com a gente por que antes de ser um problema de IMPUNIDADE e CRIMINALIZAÇÃO, a homofobia é uma questão de mérito SO-CI-AL. Pensem e reflitam: uma lei contra a homofobia garantiria (repito: garantiria) a redução da violência contra nós, homossexuais? Não, não garantiria.Mas antes que me atirem pedras, deixem-me concluir. Como eu disse, tive sorte. Mas não é por isso que não devo defender aqueles que passam pelo que eu passei de forma extremamente violenta. É claro que eu defendo. A questão é que as vezes, eu sinto, principalmente na comunidade militante gay, que não há esse discernimento. As pessoas não conseguem compreender que é preciso muito mais do que o PL 122. Gente. Eu quero o PL 122 sim. Eu voto pela tipificação do crime de homofobia SIM. Eu desejo isso profundamente. Eu não adoto o argumento CONTRÁRIO ao PL 122 não. Eu adoto o argumento a favor. Mas meu argumento é baseado, principalmente, no que o “lizaar”, o anônimo lá do comecinho, disse: O problema é sociológico.[continuarei]

  11. Eu explico o meu posicionamento: eu sou a favor de tornar as leis mais eficazes. Da igualdade social, de justiça. Eu vivo num país cuja realidade, até hoje, é que os pobres vão todos pra cadeia apodrecer, e os ricos ficam impunes. Isso acontece o TEMPO TODO, e em todos os níveis de crimes ou delitos que se pode imaginar. Gente, isso tem que acabar. E aí é o que acontece com nós gays: somos rejeitados pela sociedade. As leis não agem efetivamente quando precisamos delas. Não agem. Não adianta, não agem. E isso é perturbador… BEM MAIS perturbador que não termos uma lei que tipifica o crime de homofobia. Sabe por que? Por que não nos garante nada. E por que prova que o preconceito está na sociedade. Está enraizado. Porém, eu sou a favor do PL 122 sim. Por que eu acredito que seria uma importantíssima conquista. Uma lei talvez que, lentamente, forçasse o início gradual de, quem sabe, a mudança de mentalidade na sociedade. Por que afinal, essa mentalidade tem que mudar, mas é preciso algo, algo que a impulsione, algo que “force” o cidadão a adequar-se a nova situação, e quem sabe assim, mude de mentalidade. Por isso digo que o problema é social, mas acho que o PL 122 é válido por causa disso: um “passo” na mudança da sociedade.Mas a minha opinião é de que nós, gays, não devíamos estar tão preocupados com o PL 122 por si só. Por que se o PL for aprovado, imaginem quantas pessoas conterão suas ações mais violentas, mas continuarão com a mentalidade homofóbica. É claro que proteção é importante. Proteção é tudo de bom. A aprovação da lei traria conforto e proteção, mas isso não é tudo. O buraco é bem mais embaixo. E eu garanto-lhes: vivemos no Brasil, numa sociedade que ainda é homófobica; mesmo com a lei, a violência continuaria. E junto dela, a impunidade. Simplesmente por que HOJE, ainda há a impunidade para esses mesmos crimes. E há leis que nos defendam, há leis que deveriam punir essas pessoas. Mas elas não punem. Por que passarão a punir com uma nova lei, da noite pro dia? Hello. A sociedade não muda por causa de uma lei. O PL 122 não pode ser defendido isoladamente, dessa forma CRUA como eu vejo em foruns de discussão pela internet… O PL 122 deve vir com um empenho muito maior (e que demanda mais energia e união, obviamente) em educar a sociedade. Preconceito é ignorância, falta de conhecimento. Leis não acabam com o preconceito. Podem nos proteger (um pouco), podem forçar o início de uma mudança… Mas no fundo mesmo, só a educação, maior visibilidade, mais informação pra essas cabecinhas ao redor do país e do globo. Só com integração. Afinal, nós queremos ser tratados igualmente. Eu quero ser tratado igualmente. Eu quero a integração. Eu quero que o PL 122 seja aprovado, mas quero acordar e ter certeza de que a lei será efetiva. Quero acordar e ter certeza de que o cidadão brasileiro concorda com a Lei, e a respeita não por simples medo de ser punido, e sim por que compreende e respeita as diferenças humanas na sociedade.Delucca, seu texto é muito forte e eu aproveitei esse espaço pra deixar minha opinião (complexa, confesso) a respeito do PL 122. Muito boa sua redação. Bjo.

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