Diversidade, em todos os sentidos

Veja, Caio:

Há muitos

Não devem ser todos juntos

Não podem ter todos par

Não ousam querer o mesmo!

(- Ousam?)


Todos colados

Em fileiras simetricamente desalinhadas

Filas que se beijam em dois espelhos frente a frente

Sem um que o valha

Sem um que me seja

Sem um que procure nestes dias azuis

Um’outra solidão igual a sua

Pra na matemática sem sentido do amor

Faça somar as dores e haver menos dor de resultado.

Pra fazer menos sofrido esse nosso acordar deste sono de ser só que nunca passa.

(- O eterno bocejo)


A cada passo, Caio,

Vejo menos gente ao meu redor

(- Algum dia estiveram contigo?)


A cada tropeço, Caio,

Menos tensiono-me a levantar.

(- E se for, afinal, o chão o que tens de beijar?)

Comentários em: "– Conversando, Caio." (7)

  1. Oi colega! Primeira vez que visito teu Blog. Adorei tua auto-biografia!Até sexta na pósBeijo

  2. puxa, quem sabe o destino seja este mesmo!

  3. poeta, poetinha.

  4. (- O eterno bocejo) – linda imagem tédio.adorei essas aquarelas do seu blog, sua AUTO-BRIOGRAFIA SEM PALAVRAS. gosto do jeito que brinca com as letra.venho sempre aqui ver suas artes.

  5. poeta:)

  6. Me surpreende sempre! Muito bom, amei o questionamento final.

  7. Poeta, poeta, sempre poetando… caindo e levantando todos os dias, com a coragem de se mostrar nu e sem mascaras. Adorei! 🙂

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