Diversidade, em todos os sentidos

– Azul.


Contei minha vida
Aos pombos azuis da praça,
Assim,
Sem pudores
Sem migalhas,
Como quem lê um livro aos surdos,
Só pelo puro prazer de vê-los tentando ouvir.

E como eles devoraram
meus olhos,
minha língua,
meu coração,
no mais belo ato de piedade
que já houve.

Comentários em: "– Azul." (4)

  1. Porque às vezes a ausência faz com que tenhamos que falar com as paredes – ou com os pombos, no caso. E daí podemos descobrir que talvez eles sejam melhores ouvidos que os humanos…Sempre te ouvirei. SEMPRE.

  2. devorar-se para poder-se…a vida é um pássaro….que belo poema1

  3. realmente…um belo poemaabraço

  4. Não consigo não parar pra ler isso toda vez que venho aqui.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: