Diversidade, em todos os sentidos

Arquivo para março, 2010

- Dois perdidos.

Sempre que vejo
outro beijo que não o meu,
destes cada vez mais raros,
parece que perco algo entre
aqueles dois perdidos.

Um pedaço de lingua,
uma saliva de salvação.

- Dois perdidos.

Sempre que vejo
outro beijo que não o meu,
destes cada vez mais raros,
parece que perco algo entre
aqueles dois perdidos.

Um pedaço de lingua,
uma saliva de salvação.

- Conversando, Caio.

Veja, Caio:

Há muitos

Não devem ser todos juntos

Não podem ter todos par

Não ousam querer o mesmo!

(- Ousam?)


Todos colados

Em fileiras simetricamente desalinhadas

Filas que se beijam em dois espelhos frente a frente

Sem um que o valha

Sem um que me seja

Sem um que procure nestes dias azuis

Um’outra solidão igual a sua

Pra na matemática sem sentido do amor

Faça somar as dores e haver menos dor de resultado.

Pra fazer menos sofrido esse nosso acordar deste sono de ser só que nunca passa.

(- O eterno bocejo)


A cada passo, Caio,

Vejo menos gente ao meu redor

(- Algum dia estiveram contigo?)


A cada tropeço, Caio,

Menos tensiono-me a levantar.

(- E se for, afinal, o chão o que tens de beijar?)

- Conversando, Caio.

Veja, Caio:

Há muitos

Não devem ser todos juntos

Não podem ter todos par

Não ousam querer o mesmo!

(- Ousam?)


Todos colados

Em fileiras simetricamente desalinhadas

Filas que se beijam em dois espelhos frente a frente

Sem um que o valha

Sem um que me seja

Sem um que procure nestes dias azuis

Um’outra solidão igual a sua

Pra na matemática sem sentido do amor

Faça somar as dores e haver menos dor de resultado.

Pra fazer menos sofrido esse nosso acordar deste sono de ser só que nunca passa.

(- O eterno bocejo)


A cada passo, Caio,

Vejo menos gente ao meu redor

(- Algum dia estiveram contigo?)


A cada tropeço, Caio,

Menos tensiono-me a levantar.

(- E se for, afinal, o chão o que tens de beijar?)

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